Ataque do pulgão preocupa produtores de maracujá.
Safra de café fica acima do esperado.
Criadores seguram vendas e preço do boi segue firme.
Carrapatos estão cada vez mais resistentes.
Em São Paulo, o inseto conhecido como pulgão tem tirado o sono dos produtores de maracujá. Transmite um vírus que enche as folhas de bolhas, tira a cor dos frutos e, em menos de um ano, pode acabar com uma lavoura inteira. Ainda não há, no mercado, um defensivo capaz de acabar com a praga, e umas das alternativas é cultivar mudas em viveiros e esperar um tempo até elas serem encaminhadas para as plantações.
A safra brasileira de café ficou acima do esperado, em 2009. Foram colhidas 39 milhões de sacas, seis milhões a menos que em 2008, que foi ano de safra cheia, informa a Conab. Entre os ciclos de baixo rendimento da cultura, esse foi o melhor dos últimos anos, superando o de 2007 em nove por cento. Hoje, de cada dez sacas de café colhidas no País, sete são do tipo arábica.
E o preço do boi gordo segue firme, nas principais regiões produtoras. Os frigoríficos até tentam chorar, na hora de negociar, mas os criadores têm batido o pé e alguns receberam até 75 reais por arroba, nos últimos dias. Tudo por conta das chuvas, que permitiram, aos fazendeiros, segurar o gado no pasto por mais um tempo. No atacado da carne bovina, também houve altas nos cortes traseiros, dianteiros e na ponta-de-agulha.
A má notícia para os criadores de gado é que os carrapatos estão cada vez mais resistentes, indica pesquisa feita em São Paulo. Mostrou que, graças, principalmente, ao uso inadequado dos chamados carrapaticidas, algumas espécies já são resistentes a pelo menos cinco dos componentes químicos usados no combate a essas pragas, o que aumenta o número de aplicações e puxa para cima as despesas dos criadores.