Chuva e Real forte atrapalham o mercado de frutas.

Aumento de mais de 50 por cento na exportação de mel.

China corta imposto de importação de álcool.

Internet facilita a vida do produtor rural.

Produtores de frutas têm um ano amargo. As chuvas fora de época reduziram a produção e a qualidade, principalmente da uva e da maçã. Para piorar, a valorização do Real encareceu o preço e afastou compradores. A banana, a líder das exportações, foi a exceção, com aumento no volume de vendas.

Se a chuva estragou os frutos, ajudou a adoçar a vida dos apicultores. As exportações de mel cresceram 55 por cento este ano, com a venda de 24 toneladas até novembro. O principal comprador são os Estados Unidos, o segundo a Alemanha e o terceiro a Inglaterra. O preço médio pago pelo quilo do mel brasileiro está ao redor de cinco reais.

Boas perspectivas para a cana, no ano que vai começar. A China baixou de 30 para 5 por cento o imposto de importação do álcool, o que deve beneficiar o Brasil. No mercado interno, o álcool combustível continua subindo. No Estado de São Paulo, maior produtor e também consumidor, só na semana passada a alta foi de mais de quatro por cento.

A internet ajuda o produtor rural a se livrar da burocracia e demora dos órgãos públicos. Um exemplo é o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural, que agora pode ser impresso direto do site do Incra. Esse documento é exigido para a compra e venda de terras e para financiamento rural. Também já são emitidos pela internet a Guia de Transporte Animal e a Nota Fiscal Eletrônica.