Preços pagos aos produtores paulistas voltam a subir.

Safra de amendoim é das boas em São Paulo.

Colheita de soja chega ao fim.

Produtores de café terão crédito de dois bilhões neste ano.

Os preços pagos aos produtores paulistas voltaram a subir, no último balanço da Secretaria de Estado da Agricultura. Destaque para o tomate, cujas cotações quase dobraram, puxadas pelas últimas chuvas, que derrubaram a oferta. Banana nanica, laranja, feijão e ovos também são exemplos de produtos que subiram acima da média. Por outro lado, o item que mais caiu foi o arroz: cerca de oito por cento.

 

Ainda nas lavouras paulistas, a safra de amendoim entrou na reta final e os produtores estão animados com os resultados. Por conta da redução da área, causada pelos maus resultados do ano passado e pelo atraso na colheita da cana, a produção será menor, o que tem pressionado as cotações. A mesma saca de 25 quilos, que no ano passado não custava nem 15 reais, hoje vale até 20, dependendo da região.

 

Já a colheita de soja praticamente acabou, no Mato Grosso. Nas principais regiões produtoras, apenas um ou outro agricultor não terminou os trabalhos, menos no Nordeste do Estado, onde de cada 10 hectares, pelo menos um ainda não foi colhido. Agora, a espera é para ver o resultado final, inclusive em outras áreas do País, já que a previsão de uma supersafra deve, sim, baixar os preços e pressionar os fretes, como já acontece em muitos lugares.

 

Produtores de café terão crédito de mais de dois bilhões de reais, para a safra deste ano. Esse é o valor liberado para o Funcafé, do Ministério da Agricultura. A maior parte da verba será destinada à estocagem, seguida pelo colheita. Já o custeio e o FAC, o Financiamento para Aquisição de Café, contarão com pouco mais de 300 milhões cada. Em breve, agricultores serão orientados sobre como proceder para ter acesso ao dinheiro.