O homem que viajar a uma região afetada pelo zika vírus deve fazer sexo seguro por pelo menos dois meses.
Essa é a nova recomendação da Organização Mundial da Saúde para combater a doença.
Por mais que o mosquito Aedes aegypti seja o principal responsável pela transmissão do vírus, a OMS não descarta a possibilidade de contaminação via relação sexual.
Se o parceiro de fato apresentar os sintomas, o prazo sem sexo ou de sexo com proteção deve ser de seis meses.
Pesquisas comprovaram que o zika pode sobreviver no sêmen até 62 dias depois de o homem ser curado da doença.
O assunto tem sido bastante discutido e estudado na comunidade médica.
Pelo menos 10 países, como Itália, Alemanha e Portugal, onde não há circulação do mosquito, já registraram casos da doença.
Chama a atenção um caso em Paris, divulgado em uma revista médica da Inglaterra e que ainda passa por estudos.
De um homem que viajou ao Rio de Janeiro, voltou pra França com o zika vírus e supostamente o transmitiu para a parceria via sexo oral ou até pelo beijo.