Na busca por apoio parlamentar que garanta a defesa do presidente frente às denúncias em curso, Temer desiste de editar Medidas Provisórias e deixa ao Congresso a decisão para votar projetos de lei que reforcem o caixa do governo.

Entre as propostas abandonadas estão o aumento da contribuição previdenciária dos servidores federais e as taxas sobre fundos de investimentos.

O presidente também não vai mais adiar, por Medida Provisória, o reajuste do funcionalismo.

O Congresso deverá votar as propostas na Câmara e no Senado até o fim do ano.

Pelo acordo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), devem acelerar a votação.

Com isso, o governo quer garantir as receitas para cumprimento da meta de déficit de R$ 159 bilhões em 2018.

Segundo informações da Folha de SP, caso os parlamentares travem a pauta, restará ainda, ao presidente, a opção de editar as medidas, que têm efeito imediato.