Enquanto o governo articula o apoio político para garantir a votação da reforma da Previdência ainda este ano, a sociedade é bombardeada por informações desencontradas sobre a proposta.

A veiculação da propaganda oficial do governo sobre os efeitos da reforma voltou a ser autorizada pela Justiça, depois da suspensão, na semana passada, sob alegação de veicular desinformações.

Entidades representantes de servidores públicos alegam que a publicidade faz a população acreditar que o déficit da previdência é causado unicamente pelo funcionalismo. E que só os funcionários públicos serão atingidos pelas mudanças.

Para a Advocacia Geral da União, que recorreu da liminar que proibia a veiculação, a propaganda é a única forma de explicar que as mudanças são necessárias diante da falta de recursos para o pagamento das aposentadorias.

Ao derrubar a liminar, o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª região, desembargador Hilton Queiroz disse que a suspensão da propaganda viola a ordem pública e o princípio constitucional de separação de poderes. E que vai contra os interesses da coletividade.