Transferência da embaixada americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém dividiu, mais uma vez, Ocidente e Oriente.
De um lado, líderes europeus manifestaram preocupação com o anúncio do presidente Donald Trump. Já no Oriente Médio, representantes das nações de maioria muçulmana reagiram com ataques verbais e ameaças.
Para o vice-primeiro ministro da Turquia, Bekir Bozdag, a decisão do presidente norte-americano vai incendiar o mundo.
Mais contundente, o enviado palestino ao Reino Unido, Manuel Hassassian disse em entrevista à Rádio BBC que Trump está declarando a guerra no Oriente Médio.
Segundo Hassassian, 1 bilhão e 500 milhões de muçulmanos e outros milhões de cristãos não vão aceitar que os santuários sagrados estejam sob domínio de Israel.
Até os aliados tradicionais dos Estados Unidos, o Reino Unido e a Alemanha criticam a decisão de Trump.
Num apelo de paz, o Papa Francisco declarou grande preocupação para que sejam respeitadas as resoluções da ONU e que todos tenham espaço na Terra Santa.
Jerusalém é o centro das disputas entre Israel e Palestina. Os governos da França e da Rússia recomendaram aos turistas que evitem visitas à cidade, a Israel, Faixa de Gaza e Cisjordânia.